Materialização e Plano Espiritual

Materialização de Meimei

“Uma noite, sentimos um delicioso perfume. Intimamente, achei que era o mesmo que Meimei costumava usar. Surpreendi-me quando percebi que o corredor ia se iluminando aos poucos, como se alguém caminhasse por ele portando uma lanterna. Subitamente, a luminosidade extinguiu-se. Momentos depois, a sala iluminou-se novamente. No centro dela, havia como que uma estátua luminescente. Um véu cobria-lhe o rosto. Ergueu ambos os braços e, elegantemente, etereamente, o retirou, passando as mãos pela cabeça, fazendo cair uma cascata de lindos cabelos pretos, até a cintura. Era Meimei. Olhou-me, cumprimentou-me e dirigiu-se até onde eu estava sentado. Sua roupagem era de um tecido leve e transparente. Estava linda e donairosa! Levantei-me para abraçá-la e senti o bater de seu coração espiritual. Beijamo-nos fraternalmente e ela acariciou o meu rosto e brincou com minhas orelhas, como não podia deixar de ser. Ao elogiar sua beleza, a fragrância que emanava, a elegância dos trajes, em sua tênue feminilidade, disse-me: – “Ora, meu Meimei, aqui também nos preocupamos com a apresentação pessoal! A ajuda aos nossos semelhantes, os trabalhos fraternos fazem-nos mais belos e, afinal de contas, eu sou uma mulher! Preparei-me para você, seu moço! Não iria gostar de uma Meimei feia!”

Meimei no Plano Espiritual

“Com o passar dos anos, Chico foi revelando aos amigos mais chegados que Meimei era a mesma Blandina citada por André Luiz na obra Entre a Terra e o Céu (capítulos 9 e 10 – Lar da Benção), que morava na cidade espiritual “Nosso Lar”. Disse ainda que ela era, igualmente, Blandina, a filha de Taciano e Helena, que Emmanuel descreve no romance Ave Cristo, e que viveu no terceiro século depois de Jesus. ”

Texto de Arnaldo Rocha. Trecho do livro “Chico Xavier – Mandato de Amor”. União Espírita Mineira – Belo Horizonte, 1992.